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A Madalena: o novo encauzamento e a dinâmica sedimentar entre as duas pontes do rio Condominhas

O projeto previa estabilizar a area e descartava alterações hidrodinâmicas significativas.O modelo esqueceu os efeitos entre as pontes



O novo espigão do Condominhas foi construído para estabilizar a praia e favorecer a acumulação de area para usos turísticos. Na observação direta realizada no lugar, o treito entre as duas pontes apresenta um leito moi exposto, com escassa cobertura arenosa em vários pontos e setores espidos junto dos muros da desembocadura. Talvez as imagens não demonstram que exista socavação direta nem que a obra seja a sua causa, porém a olhada atenta dá para pensar.


Porque a documentação pública examinada revela uma questão relevante: o projeto modelizou as correntes gerais da praia e da ria, mas não localizámos um cálculo específico da possível erosão do fundo junto às pontes nem uma simulação que combine cheia do Condominhas, maré e temporal. Há perguntas que só aparecem quando baixa a maré.


Na praia da Madalena, em Cedeira, a obra de regeneração é facilmente visível. Milhares de metros cúbicos de area, reconstrução dunar e, junto à desembocadura do Condominhas, um poderoso espigão de enrocamento que redefine a margem esquerda do pequeno esteiro. Mas é precisamente quando a água se retira que aparece outra parte da obra —ou das suas possíveis consequências— que merece ser observada.


No malecó, o cauce do rio entre as duas pontes, mostram uma superfície considerável do leito descoberta, com pouca area em diferentes pontos, sedimento fino e substrato expostos e a corrente concentrada numa faixa relativamente estreita. Junto ao novo enrocamento, a diferença de cotas entre a praia e o canal torna-se especialmente visível.



 


O que á vista semelha socavação, precisaria de comparar levantamentos topobatimétricos realizados antes e depois da intervenção e aponta para a erosão atribuivel ao novo espigão e tornam legítima uma pergunta bastante concreta:


Depois de modificar deliberadamente a desembocadura para reter area numa margem, o que está a acontecer ao sedimento e ao fundo entre as duas pontes do Condominhas?


A pergunta é ainda mais pertinente porque já tinha sido formulada, embora em sentido inverso, antes da construção.


 Um espigão pensado para fazer ficar a area


O projeto aprovado polo Ministério para a Transição Ecológica e o Reto Demográfico prevê um espigão curto de encauzamento de 77,70 metros na margem esquerda da desembocadura do Condominhas. A estrutura tem 3,5 metros de largura na coroação e entre 11,72 e 18,60 metros na base. Paralelamente, foram previstos aproximadamente 55.000 m³ de area para regenerar a Madalena e conseguir uma praia seca mínima de 30,5 metros junto à desembocadura. Não estamos, portanto, perante uma simples proteção passiva da margem.


O objetivo declarado da estrutura é encauzar o Condominhas e servir de apoio lateral ao novo perfil da praia. A própria Declaração de Impacto Ambiental explica que a construção modificará diretamente a batimetria e que a localização escolhida para o espigão deverá favorecer a acumulação da area e ajudar a fixar o material aportado.



A alteração morfológica não é um efeito secundário da obra, é parte do seu funcionamento previsto. E por isso importa saber onde se deposita o sedimento, mas também de onde desaparece.


Em 2021 alguém já perguntou polo que aconteceria «entre pontes». Durante a informação pública do projeto houve apenas uma alegação particular. Um dos seus argumentos merece ser relido hoje. O alegante advertiu que a construção do espigão poderia provocar uma maior acumulação de area “entre pontes”. O promotor respondeu que, com a solução selecionada, o dique curto não produziria variações significativas do ponto de vista hidrodinâmico.


A preocupação de então era, portanto, que entrasse demasiada area no trecho urbano do Condominhas. Porém, á vista està que após o enrocamento do espigão suscitam quase a pergunta contrária. O que chama a atenção agora, visualmente, é precisamente a escassez de area em parte do espaço entre as pontes e a exposição do fundo.


O esteiro muda com as marés, as estações e os episódios meteorológicos. Certo que a prova visual não constitui uma série batimétrica. Mas introduz uma hipótese alternativa que só os dados podem resolver: poderá a nova geometria estar não apenas retendo sedimento de um lado, mas também concentrando ou redirecionando o escoamento noutras zonas?



A consequência possível, caso a velocidade e a capacidade erosiva aumentassem localmente, seria a remoção de sedimento do fundo. Em engenharia chama-se socavação. O perigo não é apenas a água subir. Socavação não significa inundação.


Uma ponte pode não sofrer qualquer aumento significativo da cota da água e, contudo, experimentar erosão do terreno que envolve os seus apoios ou encontros. A própria Guía de cimentaciones en obras de carretera do Ministério dos Transportes insiste em que, nas fundações sujeitas a correntes, é fundamental considerar possíveis erosões e socavações e perguntar se o terreno que rodeia a fundação pode ser arrastado.


A publicação técnica estatal “Control de la erosión fluvial en puentes” trata precisamente o aumento da velocidade, os vórtices e a geometria local como fatores capazes de produzir fossas de erosão junto das estruturas.É por isso que a questão da Madalena não deveria ser reduzida a: A obra aumenta ou não aumenta a inundação?


A pergunta relevante junto das pontes é diferente: mudou a velocidade, direção ou concentração da corrente junto ao fundo de maneira suficiente para mobilizar o sedimento que protege os encontros, muros ou alizerces?


Não encontrámos essa resposta específica na documentação publicada que examinamos. O modelo existe. Mas responde a outra escala. Sem entrarmos na tentação de caricaturar o projeto, aparentemente a regeneração da Madalena não foi desenhada sem estudos hidrodinâmicos. O Estudo de Impacto Ambiental incorpora a modelização das correntes; para a circulação interior da ria foi empregado o modelo bidimensional H2D, desenvolvido polo Instituto de Hidráulica Ambiental da Universidade da Cantábria.


A conclusão ambiental oficial é que não se esperam repercussões significativas sobre as correntes da praia da Madalena nem mudanças significativas no oleaje. Em consequência, o efeito do encauzamento sobre a dinâmica litoral foi classificado como nulo ou pouco significativo. Mas “correntes da praia” e “socavação de uma ponte” não são a mesma variável nem necessariamente a mesma escala de análise.


Na documentação pública do projeto e do Estudo de Impacto Ambiental que conseguimos examinar não localizámos um cálculo individualizado da socavação nos encontros das pontes; perfis de velocidade especificamente traçados sob e junto delas; cálculo da tensão de arrasto no fondo naquele ponto; profundidade potencial da zona de erosão; análise conjunta da geometria das fundações e das cotas futuras do leito; nem um estudo identificável de socavação do pé dos muros que delimitam o Condominhas.


Isso não significa que o projeto demonstre o contrário. Significa simplesmente que não localizámos a demonstração específica. E há outra questão igualmente importante: não identificámos no modelo de correntes examinado uma simulação do cenário combinado que mais interessa para um episódio invernal no Condominhas: a conjunção de caudal elevado do rio, maré viva, temporal marítimo e enchente e vazante através da nova geometria.


É precisamente esse tipo de combinação que deveria permitir avaliar a capacidade erosiva máxima do escoamento junto às estruturas.


A praia foi alterada antes desta obra. Há ainda uma questão histórica que obriga a ampliar o foco.


Em abril de 2024, antes da construção do novo espigão, Somos Cedeira no Olhaparo advertia que a Madalena não podia ser entendida como uma praia natural intacta sobre a qual agora se produzia uma intervenção isolada. O artigo lembrava décadas de urbanização da primeira linha, impermeabilização, passeios, estradas, modificações das regas e infraestruturas portuárias e defendia que uma nova estrutura rígida podia transferir os problemas erosivos de um ponto para outro.



 Parte daquela argumentação era opinativa e lançava algumas hipóteses documentadas que exigiam demonstração técnica mas ampla. Mas há um dado que hoje podemos fundamentar com uma fonte moi mais difícil de discutir: o próprio promotor reconhece oficialmente que as sucessivas ampliações do porto de Cedeira causaram um basculamento da praia da Madalena e que, juntamente com alterações dos fenómenos de ressonância na ria, produziram uma redução da praia seca que chegou a ameaçar o cordão dunar. A importância desta afirmação é considerável. Porque significa que a origem da situação atual não é descrita polo próprio expediente exclusivamente como erosão «natural». Há uma componente antrópica explicitamente reconhecida que, paradoxalmente, se continua alargando com esta intervenção.


Diagnosticar uma causa e intervir noutro lugar


A partir daqui aparece uma das contradições mais interessantes do expediente.O projeto reconhece a influência das ampliações portuárias, mas as alternativas estudadas para recuperar a praia foram outras: não atuar; construir um espigão longo no Condominhas; construir um espigão curto; ou construir o espigão curto juntamente com o encauzamento do rego da Veiga. Foi esta última solução que acabou por ser escolhida.


Ou seja, o diagnóstico reconhece uma alteração induzida, entre outros fatores, polas infraestruturas portuárias; a solução finalmente executada introduz uma nova estrutura rígida noutra parte do sistema, na desembocadura do Condominhas.


Isto não demonstra, de momento, que a solução seja errada. Mas justifica perguntar se foram suficientemente exploradas alternativas que atuassem mais diretamente sobre as causas da alteração da dinâmica da ria. A questão ganha outra dimensão porque Portos de Galicia foi formalmente consultado durante a avaliação ambiental e não respondeu. O facto consta no anexo da própria DIA.


Não conhecemos o motivo dessa ausência de resposta e não seria legítimo especular sobre ele. Mas resulta, no mínimo, chamativo que o organismo responsável polas infraestruturas portuárias não tenha apresentado observações num procedimento cujo próprio promotor relacionava parcialmente a regressão da Madalena com sucessivas ampliações do porto.


Uma avaliação que precisou ser ampliada.Também convém recordar que a avaliação ambiental desta intervenção não foi um mero trâmite. Em 2014, a Administração determinou que o projeto não podia seguir apenas uma avaliação simplificada e deveria submeter-se ao procedimento ordinário porque não era possível garantir que não pudesse provocar impactos significativos.


 Anos depois, em setembro de 2022, o órgão ambiental ainda exigiu que o estudo fosse completado quanto às possíveis repercussões sobre as massas de água e quanto aos efeitos sinérgicos ou acumulativos, além de requerer o correspondente informe de Augas de Galicia. O expediente só ficou formalmente completo em novembro daquele ano.


Nada disso invalida a posterior aprovação ambiental.Mas demonstra que a interação entre praia, ria, águas continentais e diferentes intervenções humanas era suficientemente complexa para exigir uma análise reforçada.


Há indícios, não veredicto.É aqui que entram as observações atuais sobre o terreo.


Vistas isoladamente, apenas nos permitem descrever aquilo que está à vista: moi pouco material arenoso em diferentes zonas do leito entre as pontes, exposição de substrato e sedimentos finos, um canal bem definido e a proximidade física entre o novo enrocamento, os muros antigos e a ponte da Praza do Peixe. As medições realizadas sobre o próprio enrocamento —da ordem de vários metros em diferentes perfis locais— ajudam a perceber a dimensão da nova estrutura, embora não substituam uma medição topográfica. As dimensões de projeto são ainda mais eloquentes: a base do espigão chega a ter 18,60 metros de largura.


 Não sabemos, portanto, se existe descalçamento real ainda que o pareça. Também não sabemos se a quantidade de area que hoje se observa entre as pontes é anómala relativamente à situação anterior à obra. Mas precisamente por isso a discussão não pode ser resolvida de forma objetiva.


O próprio Ministério deixou prevista a prova. A Declaração de Impacto Ambiental contém uma condição especialmente relevante e pouco conhecida.


A condição 25 obriga a realizar levantamentos topo-batimétricos na zona de regeneração antes das obras e depois de um, dois e três anos, preferencialmente no mesmo mês, precisamente para conhecer e avaliar mudanças na batimetria e detectar um eventual impacto.


Isto significa que a Administração já previu que o fundo deveria ser monitorizado.


A pergunta agora é se esses levantamentos abrangem com detalhe suficiente o pequeno esteiro e, em particular, o trecho situado entre as pontes.


 Se assim for, a comparação é simples:qual era a cota do fundo antes da construção e qual é agora?


Um modelo digital do terreno permitiria localizar qualquer perda ou ganho de sedimento, determinar se o thalweg —o canal de maior profundidade— mudou de posição e verificar se surgiu alguma fossa erosiva junto à ponte ou aos muros.


 Não precisaríamos discutir impressões.Teríamos centímetros e metros cúbicos.


E o inverno e as enchentes irão submetendo a obra à realidade. Em março de 2026 aconteceu algo que torna esta verificação ainda mais necessária.


Depois de sucessivos temporais, o próprio Concello de Cedeira anunciou que o MITECO destinaria 250.000 euros a obras urgentes na Madalena. A informação oficial reconhecia «importantes mobilizações de area e alteracións na morfoloxía da praia» e indicava que os trabalhos consistiriam principalmente na reparação do encauzamento do rio e na recolocação de area.


Não podemos utilizar esta notícia como prova de socavação das pontes.O comunicado não estabelece essa relação e nem sequer detalha suficientemente qual elemento concreto do encauzamento sofreu cada dano.


Mas há uma conclusão legítima: o comportamento real da praia durante os temporais já produziu redistribuições sedimentares e alterações morfológicas suficientemente importantes para obrigar a uma intervenção urgente apenas depois da execução da nova configuração.


 O modelo previa uma praia tendente a um novo equilíbrio. A natureza começou entretanto a escrever os primeiros resultados experimentais. A pergunta já não é se gostamos do espigão. É importante retirar esta discussão do terreno puramente estético ou partidário.


 A Madalena precisava e continua a precisar de uma estratégia perante a regressão costeira. O próprio Concello recorda que já foram necessárias grandes reposições de area em 2001 e 2009 e atribui a evolução da praia a uma combinação de temporais, dinâmica erosiva e intervenções humanas.


Também seria imprudente concluir, sem medições, que a ponte nova ( a ponta da porcada) está em risco simplesmente porque vemos menos area ou a ferrugem visível da estrutura de ferro. Mas entre a tranquilização e o alarmismo existe um terceiro caminho: medir.


 Hoje há polo menos cinco perguntas que deveriam receber uma resposta pública.



  1. Qual era o perfil batimétrico entre as duas pontes imediatamente antes da construção?

  2.  Qual é esse mesmo perfil depois do primeiro inverno completo da nova obra?

  3. Produziu-se uma perda líquida de sedimento junto à ponte da Praza do Peixe ou ao pé dos muros?

  4. Existe algum cálculo específico da socavação potencial dos seus encontros e fundações?

  5. E foi simulado algum episódio que combine caudal elevado do Condominhas, maré viva e temporal com a geometria atual da desembocadura?


Responder a estas perguntas não significa apenas pôr em causa uma obra pública (  que também,  e por razões sobradamente alegadas nestas paginas). É precisamente aquilo que se espera de uma obra pública: comprovar depois da construção que a realidade se comporta como previa o projeto para do efectismo ao que se abonou Moreda e o equipo de governo.


De «mais area entre pontes» a «onde foi parar a area?» Há uma ironia involuntária nesta história.


Em 2021 alguém advertiu que o espigão podia provocar demasiada acumulação de area entre as duas pontes. Costas respondeu que não se esperavam alterações hidrodinâmicas significativas.


 Em 2024, antes da obra, desde Olláparo alertava-se para o risco de que canalizar a desembocadura transferisse a erosão para outro ponto do Condominhas.


Em 2026, depois da execução e dos temporais, os efeitos visíveis obrigam a olhar novamente para o mesmo lugar. Mas agora a pergunta não é se existe area a mais.É se há area a menos.


 Não sabemos ainda se essa impressão corresponde a uma verdadeira erosão do leito. Não sabemos se existe socavação nem, moi menos, se as fundações das pontes estão comprometidas.É precisamente isso que deve ser comprovado.


Porque a questão fundamental nunca foi quantos metros de praia conseguíamos ganhar durante o verão para deitar-nos ao sol. A questão é saber se, ao fixarmos a area onde queríamos que ficasse, não alterámos também o lugar por onde a água prefere passar quando chega o inverno. E para saber isso já não basta olhar para a superfície da Madalena. É preciso olhar —e medir— debaixo da area e entre as duas pontes.


Fontes


Concello de Cedeira. (2025, 15 de maio). As obras buscan devolver á praia da Madalena e o seu sistema dunar ás súas condicións naturais. https://www.cedeira.gal/as-obras-buscan-devolver-a-praia-da-madalena-e-o-seu-sistema-dunar-as-suas-condicions-naturais/


 Concello de Cedeira. (2026, 18 de março). O Ministerio vai reparar os danos causados polos sucesivos temporais na praia da Madalena. https://www.cedeira.gal/o-ministerio-vai-reparar-os-danos-causados-polos-sucesivos-temporais-na-praia-da-madalena/


 Ministerio de Obras Públicas y Urbanismo. (1988). Control de la erosión fluvial en puentes. Dirección General de Carreteras. https://cdn.transportes.gob.es/portal-web-transportes/carreteras/normativa_tecnica/07_drenaje/29-control-de-la-erosion-fluvial-en-puentes.pdf


 Ministerio para la Transición Ecológica y el Reto Demográfico. (2020). Proyecto constructivo y estudio de impacto ambiental de actuaciones en la morfología en la playa de la Magdalena en Cedeira (A Coruña). https://www.miteco.gob.es/content/dam/miteco/es/costas/temas/temas-pc/aprobacionesdefinitivasdeproyectos/15-acoruna/15-0810/15-0810_EsIA_Ed03_red.pdf


 Ministerio para la Transición Ecológica y el Reto Demográfico. (2023, 15 de abril). Resolución de 10 de abril de 2023, de la Dirección General de Calidad y Evaluación Ambiental, por la que se formula declaración de impacto ambiental del proyecto «Actuaciones en la morfología en la playa de la Magdalena en el T.M. de Cedeira (A Coruña)». Boletín Oficial del Estado, 90, 53824–53847. https://www.boe.es/diario_boe/txt.php?id=BOE-A-2023-9282


 Ministerio para la Transición Ecológica y el Reto Demográfico. (2024). Aprobación definitiva del proyecto «Actuaciones en la morfología en la playa de la Magdalena en Cedeira, T.M. de Cedeira (A Coruña)». https://www.miteco.gob.es/es/costas/temas/proteccion-costa/aprobaciones-proyectos/15-0810-aprobacion.html


Ministerio de Transportes, Movilidad y Agenda Urbana. (2021). Guía de cimentaciones en obras de carretera. Dirección General de Carreteras. https://cdn.transportes.gob.es/portal-web-transportes/carreteras/normativa_tecnica/08_geologia_geotecnia/0710401.pdf


 Ollaparo. (2024, 1 de abril). A Madalena: o quebra-mar não é a solução. https://ollaparo.gal/2024/04/01/a-madalena-o-quebra-mar-nao-e-a-solucao/

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